Marcos, 34 anos · motorista de aplicativo
"Eu dizia que estava fazendo hora extra."
Começou com apostas no futebol e foi para os jogos de cassino porque "são mais rápidos". Em oito meses, perdeu a reserva da família, pegou dois empréstimos pelo celular e passou a rodar até de madrugada para cobrir os buracos — e apostava o que entrava. Foi a esposa quem viu os extratos.
O que ajudou não foi a briga daquela noite, mas o que veio uma semana depois: ela propôs que, por um tempo, o cartão e o Pix dele ficassem com limite baixo e as contas da casa passassem por ela. Ele aceitou. Foi junto com ela à primeira reunião de um grupo de apoio. Fez a autoexclusão de todas as casas de apostas autorizadas. Ainda tem dívida; não aposta há um ano e meio.
